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Nem tudo é TDAH: quando a desatenção tem outras causas

Por Marcelly Pimentel, Neuropsicóloga

Nos últimos anos, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) ganhou muita visibilidade. Se por um lado isso é positivo — pois aumenta a conscientização —, por outro, existe um risco real de diagnósticos precipitados. Nem toda dificuldade de atenção significa TDAH, e é fundamental investigar cuidadosamente antes de fechar um diagnóstico. Em nosso consultório em Jardim Londrina, São Paulo, realizamos avaliações detalhadas para garantir um diagnóstico diferencial preciso.

O que é o TDAH e como ele se manifesta?

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade que interferem no funcionamento diário. Os sintomas geralmente aparecem na infância e podem persistir na vida adulta.

É importante destacar que o TDAH não é falta de inteligência ou de esforço. Trata-se de uma condição neurobiológica que afeta a forma como o cérebro regula a atenção e o comportamento.

Outras condições que podem parecer TDAH

Diversas condições podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH: ansiedade, depressão, transtornos do sono, dislexia, transtorno do espectro autista, problemas de tireoide, e até efeitos colaterais de medicamentos. Cada uma dessas condições exige abordagem terapêutica diferente.

Por exemplo, uma criança ansiosa pode parecer desatenta porque está preocupada com outras coisas. Um adolescente que dorme mal pode ter dificuldade de concentração não por TDAH, mas por privação de sono. É por isso que a investigação cuidadosa é essencial.

A importância do diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial é o processo de distinguir uma condição de outras com sintomas semelhantes. No caso do TDAH, isso é crucial porque um diagnóstico incorreto pode levar a tratamentos inadequados — como uso de medicação quando não é necessário, ou falta de tratamento para a condição real.

A avaliação neuropsicológica permite mapear o funcionamento cognitivo completo do paciente, identificando padrões específicos que ajudam a diferenciar o TDAH de outras condições.

Como a avaliação neuropsicológica pode ajudar?

Durante a avaliação, são aplicados testes específicos para atenção, memória de trabalho, funções executivas e velocidade de processamento. Também são investigados aspectos emocionais, histórico de desenvolvimento e contexto de vida.

Com essas informações, é possível determinar se os sintomas são compatíveis com TDAH ou se apontam para outra condição — ou até para a combinação de mais de uma. Isso permite um plano de tratamento verdadeiramente personalizado.

Se você ou seu filho apresenta dificuldades de atenção, antes de assumir que é TDAH, considere uma avaliação neuropsicológica completa. O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Atendemos em Jardim Londrina, São Paulo, com abordagem baseada em evidências.

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